Para aonde vão nossos sonhos? Talvez para um lugar tão alto que se tornam inacessíveis. Talvez para um lugar tão próximo que se tornam irrelevantes. Talvez nunca deixem de ser sonhos. Talvez se tornem realidade. Sim, sonho e incerteza são sinônimos. E não importa o quanto se planeje, e o quanto se queira. No fim, somos apenas marionetes em uma vida programada por alguém maior que tudo acessível. No fim, só resta torcer para os nossos sonhos serem compatíveis aos dEle. E se não forem? Nesse caso, sobram duas opções: largar tudo ou abraçar tudo. E entre ser um derrotado e um sonhador, a segunda opção é mais atraente (ou menos deprimente). Porém, ser atraente não é ser fácil, é ser instigante. E depois de um longo dia.. cheio de nuvens, de instabilidade e surpresas, vem a noite, fria e solitária. Densa, intensa. E o sol que deveria brilhar no outro dia? Talvez seja só mais uma das coisas propostas para o ‘amanhã’. Amanhã, aquela palavra destinada a coisas futuras e incertas. Espero que Quem o fez não esqueça de trazê-lo a mim. Posso esperar o eclipse passar, caso ele de fato passe. Mas não sei se supero vários consecutivos. A natureza sempre foi meu ponto mais forte.. e o mais fraco também. ...E o eclipse se foi. E o sol voltou a mostrar sua luz, provando que somos apenas coadjuvantes nesse imenso teatro natural da vida.
- Priscyla Oliveira.